É comum que pais e educadores se perguntem se a agitação, a dificuldade de concentração ou a impulsividade de uma criança fazem parte do desenvolvimento típico ou se indicam algo que merece atenção. O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um dos temas mais frequentes nas conversas que tenho com famílias em Teresópolis, e também um dos mais cercados de mitos.

O que é o TDAH

O TDAH é uma condição do neurodesenvolvimento que envolve, em graus variados, dificuldades de atenção, hiperatividade e impulsividade. Ele não é causado por "falta de educação" ou "falta de limite", e também não desaparece sozinho com o tempo em todos os casos. Cada criança manifesta esses sinais de um jeito próprio, o que torna a avaliação individual tão importante.

Sinais que merecem observação

Alguns sinais que costumam levar famílias a buscar avaliação incluem dificuldade persistente para concluir tarefas, esquecimento frequente de compromissos e objetos, inquietação motora que atrapalha o dia a dia escolar, dificuldade em esperar a vez e impulsividade nas respostas ou ações. O ponto-chave não é a presença isolada de um desses comportamentos, mas a persistência, a intensidade e o impacto que geram na vida escolar, familiar e social da criança.

Mitos comuns

Existem alguns mitos comuns sobre o TDAH. Um deles é achar que "toda criança agitada tem TDAH", quando na verdade a agitação pontual faz parte do desenvolvimento. Outro é dizer que "TDAH é frescura ou falta de disciplina", quando na verdade é uma condição reconhecida, que envolve fatores neurobiológicos. Há também quem pense que "só existe TDAH quando há hiperatividade visível", mas há apresentações predominantemente desatentas, mais discretas e por isso mais difíceis de identificar, especialmente em meninas.

O papel da avaliação psicológica

A avaliação psicológica ajuda a compreender o funcionamento da criança de forma ampla, não apenas os sintomas, mas também o contexto familiar, escolar e emocional em que ela está inserida. Esse processo, quando necessário, costuma envolver conversa com os pais, observação clínica e, em muitos casos, articulação com a escola e outros profissionais (como neuropediatra ou psicopedagogo).

Não existe fórmula pronta nem diagnóstico à distância. Cada avaliação é conduzida com cuidado, tempo e responsabilidade técnica, respeitando o ritmo da criança e da família.

Quando buscar ajuda

Se você percebe que os sinais persistem por mais de alguns meses, se intensificam ou trazem sofrimento para a criança, a família ou a rotina escolar, vale a pena conversar com uma psicóloga. Buscar ajuda não é sinal de fracasso dos pais. É um passo de cuidado.

Atendo crianças a partir de 8 anos e adolescentes, presencialmente em Teresópolis, sempre com escuta qualificada e responsabilidade ética.

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Cristiane Lopes

Cristiane Lopes

Psicóloga Clínica, CRP 05/83292. Atende crianças, adolescentes e adultos em Teresópolis e on-line, com abordagem Existencial e Humanista.